segunda-feira, 27 de julho de 2009

Aula de 09/07/2009-Texto 6 :"A construção do conhecimento sobre a escrita", de Ana Teberosky e Teresa Colomer.

O texto trata do desenvolvimento da escrita da criança através da construção de hipóteses.Uma amostra disso é a relação da escrita com a letra inicial(do nome,do objeto).A criança ao lançar hipóteses na construção da escrita permite superações,quebras de paradigmas.Portanto é importante.A hipótese da escrita não parte do princípio de se obter significado no que se está escrevendo,mas sim de se representar numa quantidade variada de letras,que a criança pressupõe ser o princípio básico de uma palavra,isto é,séries de letras diferentes entre si-ás vezes a criança não se permite ao menos repetir alguma letra-formam uma palavra.

A intencionalidade dos textos(dos conjuntos de palavras) pode ser indagada a partir dos 4 anos.A partir daí a criança já estabeleceu a hipótese da escrita,da representação gráfica.Pode ser indagada sobre o significado da palavra/texto,o que o texto quer dizer,representar um objeto.Isso pode ocorrer com o apoio de materiais de suportes;textos de diversos gêneros,de variadas funções,caixas e embalagens de produtos.Bilhete,cartas,jornais,receitas,bulas,etc.Pode se fazer a pergunta e partir daí desenvolver toda a aula sobre esses diversos gêneros textuais.
Ex.:"O que é Bilhete?"

Outra etapa se caracteriza pela construção da hipótese representativa da imagem.A criança nesse momento começa a entender que a escrita possui um significado e ainda,não é apenas um nome de um objeto e sim,é sua representação em forma gráfica,com letras.

Existe ainda a hipótese do que se pode estar escrito.Nesse caso,a criança entende primeiro que o que pode ser escrito,ser representado em meio gráfico,são apenas objetos e nomes(pessoais) mais tarde,a criança passa a compreeender que outras "coisas" podem ser escritas,podem ser representadas por palavras.

A partir dos 5,6 anos a criança pode compreender enfim que a escrita representa principalmente a fala,a oralidade.Ela passa a entender que cada parte constituinte da palavra está relacionada,reproduz na escrita um som,um fonema.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Aula de 18/06/2009

Sobre o texto “Práticas de Linguagem oral e alfabetização inicial na escola:perspectiva sociolingüística” de Erik Jacobson.

O texto tem como foco principal a abordagem sobre a perspectiva sociolingüística da alfabetização no espaço escolar em seu início(lembrando que esse processo de desenvolvimento da leitura e da escrita pode ocorrer também no ambiente familiar e em outros espaços sociais,demarcando mais uma vez a característica sócio-interacionista na qual está/deve estar apoiada a alfabetização).É necessário antes de tudo que os professores compreendam de uma vez por todas que a criança quando chega na escola,traz com ela uma bagagem (que varia de criança pra criança) de conhecimento,de habilidades já desenvolvidas desde o ambiente familiar.Lembram da teoria da tabula rasa? Abandonem de uma vez por todas queridos educadores – e os futuros educadores também!

E são nessas práticas sociais fora da escola(na comunidade a qual pertence,família,ambiente religioso,etc.) que a criança vai se socializando como leitor e escritor,pois são nesses habitats que eles vão criando uma consciência da real necessidade de saber ler e escrever e, do real valor da representação gráfica(grafema) de um objeto,pessoa,lugar,etc.,isto tudo antes representado apenas em ilustrações e na oralidade(através da fala,do som,isto é,o fonema).Essa é a principal questão que deve preceder qualquer intenção de se focar no ensino-aprendizagem da escrita:a transcrição da oralidade através da escrita! Todos os textos anteriores,por sinal, abordam essa questão.Portanto,ela é determinante para que se ocorra de fato uma construção do conhecimento,da alfabetização.

Em cada habitat,a criança pode participar do processo de uma alfabetização diferente,uma vez que cada lugar lhe oferecerá um mundo de palavras,vocábulos,expressões diferentes uns dos outros.É o que alguns investigadores apontam como múltiplas alfabetizações.Cada um desses lugares ,pode explorar uma forma de leitura e escrita diferente,visto que para cada a leitura e a escrita têm um significado ,uma variação(gírias,expressões),uma função e freqüência.Por exemplo,em casa a criança tem mais acesso a jornais,revistas,e outros suportes(já tratamos sobre esse assunto alguns posts abaixo,RS*) do que na igreja,ou até mesmo na escola.Cada lugar tem uma expressão cultural também.Cada prática social implica que a criança internalize a expressão cultural,cada significado dessa prática.Na igreja,as palavras têm uma função,já em casa tem outra,carregadas de significado(certa vez aprendi que cultura é isso,uma teia de significados.’Ficou’ e agora fez sentido! Rs*).

Não devemos retirar todo o mérito da escola sobre a alfabetização.Ao contrário,pois é na escola,que toda essa bagagem social pré-escolar deve ser considerada e a partir daí consolidar-se,através de atividades intencionais indicadas e guiadas pelo profissional da educação,visando o processo de desenvolvimento da escrita e leitura. A formação(completa e de qualidade) do professor ,mais uma vez,é um fator determinante.Sair do tradicionalismo é difícil e incômodo,mas é uma necessidade gritante.

É importante que na escola se trabalhe essas diferenças,como por exemplo,na língua(sotaques e dialetos),pois essas diferenças são nada mais do que variações culturais e lingüísticas e portanto,não devem ser ‘moldadas’ e sim, reforçadas. E ainda,criar estratégias onde as possibilidades extrapolem,e não se restrinjam à simples memorização.Deve haver significado,e portanto,a bagagem social deve ser valorizada!

Por Kahh

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sobre os textos de Emilia Ferreiro

Olá meus queridos!
Estamos em fim de período. O tempo corre ,muitos trabalhos a fazer!
Uma loucura! Imploro por férias nesse momento! rs.
Comentando sobre as impressões dos últimos textos lidos," Os problemas cognitivos envolvidos na construção da representação escrita da linguagem" e "A interpretação da escrita antes da leitura convencional",ambos de Emilia Ferreiro ,encontrados no livro "Alfabetização em processo". Como o título do livro já pressupõe,os textos pontuam as fases do desenvolvimento no processo de alfabetização.Pontuei questões que,na minha opinião,são as mais importantes dos dois textos.Espero que possam refletir através da minha reflexão!
BEIJOKAS DA KA!
"Emilia Ferreiro dispõe sobre os níveis sucessivos de organização do conhecimento difundidos por Piaget.Para a autora,esses níveis não são sobrepostos,nem hierarquizados,mas esse desenvolvimento se caracteriza pela passagem de um estado de menor conhecimento para outro de maior conhecimento.É desse modo,que segundo Piaget o conhecimento se constrói.
Na escrita,o estado menor de conhecimento pode corresponder à fase pré-alfabética,pré-silábica.A representação alfabética da linguagem corresponde a um momento mais avançado de conhecimento,de desenvolvimento da escrita,ou seja,as fases silábico-alfabética e alfabética.
O importante é a passagem de uma fase para outra e os problemas cognitivos pertinentes durante essa passagem,que Piaget denominou desequilibração(momento no qual a criança passa de um nível a outro ,uma vez que “abandona” um conhecimento anterior ou soma a este um novo conhecimento).
Sobre esses problemas cognitivos,podemos perceber freqüentemente no dia-a-dia do processo de alfabetização de uma criança conflitos que fazem com que ela passe a níveis mais elevados de conhecimento,a equilibração(momento de assimilação de novos conhecimentos,precedido do momento de desequilibração).Ferreiro aponta um problema cognitivo recorrente na alfabetização:a relação entre o todo e as partes,isto é,a construção da palavra e as letras que a constroem.
Desse modo,as partes (letras) servem apenas para constituir uma totalidade legível(palavra). Temos portanto momentos importantes desse desenvolvimento e como eles se caracterizam:
*Hipótese da quantidade mínima-a criança percebe que é necessário uma quantidade mínima de letras para se formar uma palavra.Essa pode variar quando se trata de uma palavra no plural.Nesse caso,a quantidade de letras da palavra no plural será maior do que quando escrita no singular,relacionando a quantidade de letras á maior quantidade do mesmo objeto(figura).

*Hipótese silábica- pressupõe um estado de consciência do que se está escrevendo.Assim,a criança,por exemplo,reconhece a sílaba na construção da palavra,mas a utiliza de forma desordenada.A sílaba,por sua vez,pode servir para identificar um nome,quando a criança já está em um nível mais elevado de “tematização”,isto é,de consciência e contextualização da escrita.O valor posicional da sílaba(ou da letra que significa para a criança uma sílaba) que determina a interpretação dada pela criança ao que está escrito.

*Princípio da variação interna-não se pode obter algo legível com uma série composta pela mesma letra.A criança tem essa noção nessa fase.Este princípio se associa à hipótese da quantidade mínima.Esse momento é importante,uma vez que ao tentar satisfazer esse princípio,a criança procura diferentes meios para diferenciar as séries de letras,principalmente as que não tem um vasto repertório de letras,podem através desse exercício ir mais além,pode se desenvolver mais que o esperado.Atividades que exercitam essa busca,com utilização de fichas com o alfabeto podem ajudar nesse desenvolvimento.

Outra questão bastante pertinente durante a alfabetização da criança é a interpretação da escrita antes mesmo da escrita convencional.Assim,a criança interpreta o objeto e não a escrita que lhe dá nome.
“O que está realmente escrito” em um texto não é considerado “o que pode ser lido” no mesmo texto escrito”
Se trata então da “hipótese do nome”,onde a criança interpreta a escrita levando em conta duas condições: o contexto e a idéia de que os nomes são realmente o que está escrito.Não entenderam? Tudo bem,vou exemplificar:
-Uma criança de 6 anos vê um carro escrito “México”.Ao ser perguntado sobre a escrita,o que se lê,ele responde prontamente: -CARRO!
Nesse caso ele significou a escrita(as letras organizadas que formam uma palavra) pelo nome do objeto.Ou seja,o contexto (o objeto carro)lhe apresenta uma hipótese de escrita bastante real,a idéia de que o que está escrito é o nome do objeto.
A criança,a partir daí,se desenvolve,passando pelas etapas seguintes do desenvolvimento da interpretação da escrita.Em outro nível,ela não mais levará em conta o contexto,e passará a considerar a escrita(nesse nível a criança já tem um repertório vasto de letras e reconhece sílabas).Quando chega a um nível de desenvolvimento ainda mais elevado,a criança reconhece ainda a importância do contexto,mas já pode interpretar ,de fato,o que está escrito,e não molda sua leitura pelo contexto.Voltando ao exemplo citado acima:a criança não mais interpretará o que está escrito no objeto pelo nome e sim,passará a interpretar o que de fato está escrito no objeto,nesse caso, México.

Devemos dar importância a todas as fases de desenvolvimento.Todas elas são de certo modo,acumulativas e garantem a experiência de exercitar de diversas formas o ato de escrever/ler.Suprimir essas fases,pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo da criança.Se o professor tenta “pular” qualquer etapa desse desenvolvimento,priva a criança dessas experiências,desses “erros e acertos” contínuos e característicos da alfabetização."

Por Kahh


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Contextos de Alfabetização -Exemplo de atividade

Olá queridos!

Como eu havia prometido,consegui dois exemplos bem legais de atividades para alfabetização com uso de suportes como jornais e revistas.Ainda não é o que quero mas deixo aqui essas duas atividades bem interessantes!
Elas foram retiradas do blog Atividade de Professor.

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Neste bingo,as peças contêm letras


<<<<Bingo de letras: jogando,
as crianças aprenderam o alfabeto



Os alunos do nível II construíram um bingo de letras recortadas de revistas. Nas cartelas, previamente quadriculadas pela professora Fátima, eles colaram doze letras diferentes. Um alfabeto, também feito com revistas, foi colocado num saquinho. Uma criança ia sorteando as letras até que um dos colegas completasse sua cartela. “Para marcar as letras sorteadas, os alunos usavam tampinhas de garrafa”, ensina Fátima. O vencedor “cantava” a próxima partida.
“De tanto jogar, as crianças aprenderam
a reconhecer todo o alfabeto."


Peças coloridas formam os nomes de todas as coisas










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Para ampliar o vocabulário de seus alunos, em fase de alfabetização, a professora Vera pediu que eles recortassem letras das revistas e as colassem em tampinhas de garrafa.”Com esse alfabeto, a turma treinou a escrita”, conta. Em seguida, as crianças recortaram várias figuras e letras e montaram os nomes delas. No final, as mesmas palavras foram escritas à mão.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Bom Feriadão!

Olá Queridos!

E o feriadão? Espero que estejam se divertindo e/ou descansando muito!

Estou passando aqui só pra renovar meu compromisso com a postagem de exemplos de
CONTEXTOS DE ALFABETIZAÇÃO do penúltimo "post".Estou buscando coisas bem legais para exemplificar a utilização desses suportes na alfabetização!

Bom Feriadão pra todos!

Beijokas da Kah!

Texto:Oralidade e Escrita-Slide

Olá Queridos!

Finalmente consegui postar o slide da aula sobre o texto "Oralidade e Escrita".
Foi proposto que cada grupo destacasse os pontos mais importantes do texto ,de maneira
que fosse possível entender o texto de forma resumida e mais objetiva.





Obs.: A velocidade dos slides está um tanto quanto rápida.Para a leitura,é necessário que você clique no botão VEJA TODAS AS IMAGENS.Abrirá uma nova janela onde você poderá passar todas as imagens uma a uma,para que você possa ler com calma o conteúdo dos slides!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sobre a aula de 28/05/2009

Na última aula desenvolvemos uma discussão bem legal sobre o texto "Contexto de alfabetização na sala de aula" de Ana Teberosky e Núria Ribera.Todos tiveram que ,de alguma forma,expressar suas impressões sobre o assunto. E deu resultado.Pelo menos pra mim!

Afinal,o que é CONTEXTO DE ALFABETIZAÇÃO?

Confesso,que nunca havia escutado sobre o assunto.Mesmo porque comecei a me familiarizar há pouco tempo(desde o período passado,quando fiz TAE LP II)com a questão de "alfabetizar".
A cada dia percebo mais como é errônea a idéia que temos sobre o ato de alfabetizar.Mas vou deixar minhas impressões progressivas sobre o assunto para o final da disciplina.Já adianto que estou me surpreendendo muito com o trabalho do "educador alfabetizador".

Sobre contextos de alfabetização podemos entender todos os "objetos" com as quais possamos desenvolver didáticas,atividades em sala de aula que têm como objetivo alfabetizar a criança de maneira mais significativa,mais concreta e próxima ao seu cotidiano.Sendo assim,como vimos no texto,o uso de revistas,embalagens de produtos,jornais,histórias,etc. como suportes compreendem esses contextos.A didática usada para cada suporte também pode variar e muitas vezes são simples e de fácil acesso para os profesores tais como a leitura em voz alta,listas de compras,receitas de alimentos,etc.
Estou pesquisando algumas atividades que exemplificam contextos interessantes de alfabetização.Aguardem!

Deixo o link do blog da disciplina http://www.taelp.blogspot.com/ , com um vídeo sobre uma atividade com lista de alimentos.Vale a pena conferir.As falas das crianças são interessantes e por vezes engraçadas(risos).

Um bom resto de semana a todos!

Beijokas da Kah.